{"id":2,"date":"2024-02-26T19:51:42","date_gmt":"2024-02-26T22:51:42","guid":{"rendered":"http:\/\/obituarioarquitetura.com.br\/?page_id=2"},"modified":"2024-08-02T23:08:43","modified_gmt":"2024-08-03T02:08:43","slug":"pagina-exemplo","status":"publish","type":"page","link":"https:\/\/obituarioarquitetura.com.br\/?page_id=2","title":{"rendered":"sobre o projeto"},"content":{"rendered":"\n<p>Neste projeto, buscamos oferecer um <em>obi.tu.\u00e1.rio <\/em>que apresenta a tensa urg\u00eancia do abandono e o risco iminente de desaparecimento de arquiteturas de Recife e seus arredores. <\/p>\n\n\n\n<p>Importante deixar pautado que os crit\u00e9rios para escolha dos edif\u00edcios, escolhidos ainda durante a elabora\u00e7\u00e3o do projeto para o Funcultura, foram prioritariamente dois: a unicidade &#8211; sobretudo dentro do conjunto imediato e o risco de desaparecimento e a situa\u00e7\u00e3o de seu contexto urbano &#8211; como est\u00e1 a verticaliza\u00e7\u00e3o e a especula\u00e7\u00e3o imobili\u00e1ria na regi\u00e3o. No entanto, durante o processo de pesquisa, percebemos que <em>n\u00e3o est\u00e1vamos somente documentando casas e edifica\u00e7\u00f5es em risco de desaparecer, mas tamb\u00e9m o desaparecimento de uma forma de habitar<\/em>. <strong>O desaparecimento de um habitar a r\u00e9s-do-ch\u00e3o<\/strong>.<\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-video\"><video autoplay controls loop muted src=\"https:\/\/obituarioarquitetura.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/ObituarioSemLinha-1.mp4\"><\/video><\/figure>\n\n\n\n<blockquote class=\"wp-block-quote\">\n<p>Assim, quando apresentamos aqui nosso <em>Novo Obitu\u00e1rio da Arquitetura Recifense<\/em> estamos falando de uma forma de habitar e de estar na cidade, um acesso aberto e direto \u00e0s constru\u00e7\u00f5es que v\u00e3o, uma a uma, desaparecendo no piscar dos olhos, com a morte dos mais velhos e corajosos habitantes que resistem em tipologias que a a l\u00f3gica urbana contempor\u00e2nea expulsa. <\/p>\n<\/blockquote>\n\n\n\n<p>Aqui, todos os edif\u00edcios est\u00e3o de p\u00e9, as formas de falecimento registradas aqui n\u00e3o s\u00e3o literais, mas iminentes. Falamos de um contexto onde casas e edif\u00edcios ficaram vulner\u00e1veis por uma conviv\u00eancia predat\u00f3ria com modelos mais rent\u00e1veis de ocupa\u00e7\u00e3o do solo. Ocupa\u00e7\u00e3o esta que amea\u00e7a, aos poucos, suas presen\u00e7as no territ\u00f3rio da cidade.<\/p>\n\n\n\n<p>No entanto, \u00e9 preciso lembrar que existem muitas formas de desaparecer, de deixar de existir, uma delas \u00e9 cair. \u00c9 deixar materialmente de estar. Outros modos se d\u00e3o de maneira mais discreta: seja no parar de circular na l\u00edngua falada; seja na aus\u00eancia do conjugar da arquitetura constru\u00edda e estudada; seja na vida urbana constru\u00edda e compartilhada. Este&nbsp;<em>obi.tu.\u00e1.rio<\/em>&nbsp;\u00e9 uma cole\u00e7\u00e3o de tipos constru\u00eddos que deixaram de ser praticados pelo desejo comum, mesmo continuando de p\u00e9.<\/p>\n\n\n\n<p>A marca do projeto consiste na silhueta de um \u00edcone de casa, com a inscri\u00e7\u00e3o <em>obi<\/em> contida dentro dela, deslizando, \u00e0 beira da queda. <\/p>\n\n\n\n<p>Foram tiradas mais de 10 mil imagens de fotografias. Mapeadas e levantadas mais de 80 edifica\u00e7\u00f5es para a pesquisa final. Destas, foram escolhidos mais de 20 recortes que pudessem representar a parte mais significativa dos tipos de morte e desaparecimento que foram registrados em Recife e seus arredores.<\/p>\n\n\n\n<p><strong>Todo o projeto tem suas imagens com texto alternativo para torn\u00e1-lo acess\u00edveis \u00e0 comunidade cega ou com baixa vis\u00e3o. Basta acessar atrav\u00e9s de aplicativos de Acessibilidade e o leitor ir\u00e1 ler as descri\u00e7\u00f5es das imagens atrav\u00e9s da audiodescri\u00e7\u00e3o. O <em>template <\/em>do projeto tamb\u00e9m foi constru\u00eddo com m\u00e1ximo contraste (branco\/preto) para facilitar o acesso de pessoas com baixa vis\u00e3o.<\/strong><\/p>\n\n\n\n<p><strong><em>Este projeto s\u00f3 foi poss\u00edvel atrav\u00e9s de recurso do Funcultura.<\/em><\/strong><\/p>\n\n\n\n<figure class=\"wp-block-image size-full\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" width=\"154\" height=\"154\" src=\"https:\/\/obituarioarquitetura.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Ativo-4.png\" alt=\"\" class=\"wp-image-160\" srcset=\"https:\/\/obituarioarquitetura.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Ativo-4.png 154w, https:\/\/obituarioarquitetura.com.br\/wp-content\/uploads\/2024\/04\/Ativo-4-150x150.png 150w\" sizes=\"(max-width: 154px) 100vw, 154px\" \/><\/figure>\n\n\n\n<div style=\"height:39px\" aria-hidden=\"true\" class=\"wp-block-spacer\"><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Neste projeto, buscamos oferecer um obi.tu.\u00e1.rio que apresenta a tensa urg\u00eancia do abandono e o risco iminente de desaparecimento de arquiteturas de Recife e seus arredores. Importante deixar pautado que os crit\u00e9rios para escolha dos edif\u00edcios, escolhidos ainda durante a elabora\u00e7\u00e3o do projeto para o Funcultura, foram prioritariamente dois: a unicidade &#8211; sobretudo dentro do [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"parent":0,"menu_order":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","template":"","meta":{"footnotes":""},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obituarioarquitetura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/2"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obituarioarquitetura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages"}],"about":[{"href":"https:\/\/obituarioarquitetura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/page"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obituarioarquitetura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obituarioarquitetura.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=2"}],"version-history":[{"count":19,"href":"https:\/\/obituarioarquitetura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/2\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":507,"href":"https:\/\/obituarioarquitetura.com.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/pages\/2\/revisions\/507"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obituarioarquitetura.com.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=2"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}